Viajamos para conhecer novos lugares, novas culturas, novas pessoas. Encontramos diferentes clima, altitude, culinária e também novos microorganismos diferentes daqueles da nossa região. Quando viajamos, entramos em contato com estes microorganismos, e isso pode gerar conseqüências à nossa saúde.
Cerca de um em cada quatro viajantes apresentam pelo menos um episódio de “diarréia do viajante” quando visitam regiões tropicais, como grande parte do nosso Brasil. A diarréia do viajante é uma doença aguda que se caracteriza pela diminuição da consistência das fezes e/ou aumento no número de evacuações. Pode ser acompanhada de vômitos, febre e dor abdominal e as fezes podem apresentar muco e sangue - disenteria. Em geral tende a curar espontaneamente e sua gravidade depende da intensidade da desidratação. Acima de três evacuações diarréicas/dia pode ser considerada diarréia, porém deve-se levar em consideração o hábito intestinal de cada pessoa.
A Diarréia do Viajante é o problema mais comum em viagens. Sabe-se que cerca de 80% dos casos são causados por bactérias, mais comumente a E.coli enterotoxigênica. Fatores como idade, doenças pré-existentes e problemas na imunidade tem importante papel na susceptibilidade à diarréia do viajante. A transmissão se dá através da água e alimentos contaminados pelas mãos de doentes ou pessoas que, mesmo sem apresentarem a doença, estão eliminando microorganismos nas fezes e não têm bons hábitos de higiene. Porém, evitar alimentos suspeitos não é suficiente para prevenir a doença.
Recomendações ao Viajante:
- Não fazer uso de automedicação, que deverá ser utilizada somente com a prescrição médica;
- A presença de febre, vômitos contínuos ou ainda muco, sangue ou pus nas fezes exigem a visita a um médico.
- Aumentar o consumo de líquidos (isotônicos, água de coco, soro caseiro), para evitar a desidratação;
- Não utilizar os refrigerantes para fins de re-hidratação (além de ineficazes podem piorar a diarréia);
- Restabelecer a flora intestinal com pro bióticos e bebidas a base de lactobacilos vivos.
- Realizar a lavagem correta e freqüente das mãos com água e sabão;
- Após cada evacuação;
- Após limpar uma criança que acaba de evacuar;
- Antes de preparar a comida;
- Antes de comer e antes de alimentar a criança;
- Lavar adequadamente os utensílios domésticos/cozinha;
- Manter os cuidados adequados no preparo, armazenamento e conservação dos alimentos;
- Observar as condições higiênicas dos locais de alimentação quando fizer refeição fora do domicílio.
Regras da Organização Mundial de Saúde para a preparação higiênica dos alimentos:
1 - Escolher alimentos tratados por métodos higiênicos;
2 - Cozinhar bem os alimentos;
3 - Consumir os alimentos cozidos quando ainda quentes;
4 - Guardar adequadamente os alimentos cozidos quando destinados ao consumo posterior;
5 - Reaquecer bem, antes de consumir, os alimentos cozidos que tenham sido refrigerados ou congelados;
6 - Evitar o contato entre os alimentos crus e os cozidos;
7 - Lavar as mãos com freqüência;
8 - Manter rigorosamente limpas todas as superfícies da cozinha;
9 - Manter os alimentos fora do alcance de insetos, roedores e outros animais
10 - Utilizar água potável.
|